I don't like birthdays. I mean, what is the pointing of celebrating the day you were born? It might seem a forlorn observation but believe me, it is not. I think we should celebrate (if supposed to celebrate at all) the days in which we had great achievements - and I had no contribution whatsoever in being born. But, let us leave the even-more-useless discussion aside.
It all started on friday, the d-day per se. In the office, that bunch of people that could not careless about you see in the intranet that it is your birthday and decide to call to congratulate you. There are a few, obviously, that somehow know you and that does not only wish you a happy birthday just to carry out the social standard procedure. Anyways, during the day, I just keep the office-face on and smirk at every display of fake-caring. Late, that night, I went out with some friends from previous working places, and it was really nice to see these guys. MC dropped by a little later to become the center of attention, do the usual pranks, trying to act cool-I-don't-care-ishly and then talking a little about daily stuff and, also as usual, some gigs. The good part of it all is that at no moment I was the "main event" and it surely is much better this way.
Yesterday, although some faces were missing, it was altogether great. Barbeque, pool, a little soccer, cards, chit-chat, laughs and also making plans for the future. There were also serious moments and the discussions went on and on. Choices are made and realizing the lack of importance that is given to crucial issues is very disappointing. So many different ways of seeing things and even so I am able to grasp it all, although disagreeing most of the times. I also realize when I cross the line here and there, and I just hope they understand also. It's not so easy to keep up the pose when you're confronted, so we just linger back to a laid back position and don't show up that much anymore. But the change is so obvious that it is kind of ridiculous. But, then again, why should I care?
And so it ends the alledged celebration.
Happy Birthday.
segunda-feira, 30 de março de 2009
The same amount of hours in a day
quinta-feira, 26 de março de 2009
How to build
Aprende-se
a parar de falar quando ninguém irá ouvir.
a parar de explicar quando ninguém irá entender
a parar de querer quando não se pode ter
A vida te dá recursos e são eles que você pode usar para conquistar alguém, para fazer alguém te amar.
Não se trata de alguém ser bom demais ou bom de menos para o outro. Mas se a pessoa tem o recurso demais ou de menos.
Não se pode comprar algo que não cabe no bolso.
Não se pode carregar algo que não cabe nas mãos.
Não se pode ser visto quando não há o que se ver.
Não importa pra onde eu olho, nem para onde tento ir
Estou sempre em falta.
a parar de falar quando ninguém irá ouvir.
a parar de explicar quando ninguém irá entender
a parar de querer quando não se pode ter
A vida te dá recursos e são eles que você pode usar para conquistar alguém, para fazer alguém te amar.
Não se trata de alguém ser bom demais ou bom de menos para o outro. Mas se a pessoa tem o recurso demais ou de menos.
Não se pode comprar algo que não cabe no bolso.
Não se pode carregar algo que não cabe nas mãos.
Não se pode ser visto quando não há o que se ver.
Não importa pra onde eu olho, nem para onde tento ir
Estou sempre em falta.
segunda-feira, 23 de março de 2009
'cause I can't look straight to the sun
Nessa vida de planta.
Gira só, girassol
Vento bate e dobra a folha
Caule entorta e se encurva
- Não sei, quebrou?
- Não! Se quebrou?
- Não se quebrou.
Gira-gira girassol
Gira só, girassol
Gira só, girassol
Vento bate e dobra a folha
Caule entorta e se encurva
- Não sei, quebrou?
- Não! Se quebrou?
- Não se quebrou.
Gira-gira girassol
Gira só, girassol
sexta-feira, 13 de março de 2009
(Re)construir
Hoje é um dos dias em que eu só quero chegar em casa, deitar na minha cama e esquecer. Esquecer que existe um amanhã e que houve um ontem. Esquecer que preciso levantar, esquecer os desejos, as vontades e os planos ainda embrionários. Deixar na minha mente o único objetivo de aceitar que nada fora do meu colchão vale a pena, ao menos neste momento.
Lembro de quando acreditava que era apenas uma questão de tempo até eu ir lá fora e mudar tudo, fazer o mundo girar de um jeito melhor. As mãos eram firmes, preparadas e tinham certeza absoluta do que fazer. Mas as coisas mudam e todo a força que tínhamos acaba sendo usada para não deixar o seu mundo desmoronar. Quiçá ser capaz de fazer algo além.O bastante para não deixar tudo cair, mas não para erguer algo novo.
Aos poucos aprendi que não se trata de segurar o mundo para ele não cair. Mas sim de fazer os pedaços que vem giraram, como malabares e deixar que caia aquilo que não deve mais fazer parte do mundo. Admito que em algumas vezes eu olhava para tudo aquilo e não reconhecia mais o que era, nem quem eu sou. Mas alguns muros caem porque separam, porque escondem.
Em alguns dias, eu só quero esquecer que há um mundo lá fora. Nos outros, eu construo com uma mão e luto com a outra. Reconstruo meu mundo, preferindo pontes a muros.
Lembro de quando acreditava que era apenas uma questão de tempo até eu ir lá fora e mudar tudo, fazer o mundo girar de um jeito melhor. As mãos eram firmes, preparadas e tinham certeza absoluta do que fazer. Mas as coisas mudam e todo a força que tínhamos acaba sendo usada para não deixar o seu mundo desmoronar. Quiçá ser capaz de fazer algo além.O bastante para não deixar tudo cair, mas não para erguer algo novo.
Aos poucos aprendi que não se trata de segurar o mundo para ele não cair. Mas sim de fazer os pedaços que vem giraram, como malabares e deixar que caia aquilo que não deve mais fazer parte do mundo. Admito que em algumas vezes eu olhava para tudo aquilo e não reconhecia mais o que era, nem quem eu sou. Mas alguns muros caem porque separam, porque escondem.
Em alguns dias, eu só quero esquecer que há um mundo lá fora. Nos outros, eu construo com uma mão e luto com a outra. Reconstruo meu mundo, preferindo pontes a muros.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Macro no micro
E nem usando outro idioma conseguiam falar a mesma língua. Acabou por falar sozinho.
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Ela hesitou na hora do beijo. Ele nem precisou abrir os olhos pra saber que não tinha mais jeito.
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Decidiu mudar o dito popular. "Antes só, agora também".
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Era tão rabugento que até as vozes na sua cabeça pararam de conversar com ele.
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Enquanto ele lia os lábios, ela lia a mente. Ambos mentiam.
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Ela hesitou na hora do beijo. Ele nem precisou abrir os olhos pra saber que não tinha mais jeito.
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Decidiu mudar o dito popular. "Antes só, agora também".
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Era tão rabugento que até as vozes na sua cabeça pararam de conversar com ele.
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Enquanto ele lia os lábios, ela lia a mente. Ambos mentiam.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
'Cause tomorrow is another day
Dias como hoje me fazem ponderar sobre a relevância da minha vida. O resultado quase sempre é aquém do que eu pensava e isso é geralmente gradual. Prefiro, vez ou outra, privar-me de pensar nisso receando que me encontre tão dispensável que perca de vez a gana de ir um pouco além e esperar um pouco mais. Viver apenas para si mesmo é algo que ainda cai na categoria de inconcebível no meu padrão de análise e, talvez por isso, o tópico inicial de análise de relevância tende a ser a minha relação com as pessoas que me cercam.
Seria presunçoso demais alegar saber a intensidade dos sentimentos de outrem. Quiçá seja capaz de conhecer os meus sentimentos considerando a superficialidade da exposição deles face aos relacionamentos atuais. Independente da profundidade ou convivência da amizade, dificilmente se percebe a real importância de alguém no curso natural da vida. São os pontos cruciais que revelam a verdade.
A saudade aparece - inclusive a saudade de algumas pessoas que eu não faço questão de reencontrar. Algumas delas, de fato, faço questão de manter distância apesar do incômodo nostálgico. É tudo passageiro, é tudo etéreo. Dura apenas até a próxima emoção, a próxima curva, o próximo farol verde. Agora, sentir falta é algo mais complexo.
É apenas natural que haja a mesma expectativa no caminho oposto. Que no dia da ausência, falte de fato um pedaço aqui dentro. Que as lágrimas surjam, mesmo que apenas para lavar os olhos da alma. No dia a dia, a questão não é tão clara. A importância dada e recebida é apenas perceptível em pequenas ocasiões. Um email recebido, um café no meio da semana, uma ligação, perguntar a opinião sobre alguma coisa ou alguém, a vontade de contar sobre algo que aconteceu no dia. Cada um demonstra (ou não) a seu modo.
Acredito que se alguém é importante, você se preocupa se a mensagem é compreendida do lado de lá. Se não há a preocupação, a pessoa é bem-quista. Mas até que ponto se gosta de alguém e não se importa se há ou não reciprocidade? Acredito que até o ponto em que a pessoa não faz falta e mesmo assim não deixa de ser incômodo.
Gostar e ser desgostado é difícil, mas é natural, ocorre frequentemente. O questionamento surge do dissabor gerado quando se importa em vão. Em tese, só nos importamos com alguém que já faz parte da nossa vida e que adquiriu um status elevado em nossa rede de pessoas. E importar-se com alguém que despreza esse ato é extremamente frustrante. Mas não deve gerar arrependimento. Aos poucos, aprendemos quem é importante e quem se importa. Talvez a pergunta a se fazer é quando somos importantes. Essa questão é assustadoramente elucidativa.
O quando nos ajuda a identificar pessoas importantes. A pessoa quis saber de você no dia bom e no dia ruim? Ela quis te contar sobre a briga e também sobre a reconciliação? Ela disse que gostava de você ontem e continua a gostar hoje? Ou decidiu que hoje você não precisa mais saber se está tudo certo ou não?
O que decide de fato é o hoje. Se eu lembro ou sou lembrado, se envio ou recebo mensagem, se consulto ou sou consultado. Amanhã é outro dia e para cada dia cabe o seu mal. Quanto ao legado, só posso construir o que me comporta fazer hoje. O legado não começa quando a vida termina. De certo modo, ele apenas muda de nome, até o fatídico dia se chama exemplo - a exemplo do legado, em sua essência, o exemplo não necessariamente deve ser seguido ou citado. OU seja, tudo é feito no hoje, no agora.
Que diferença faz se sentiram falta ontem?
Que diferença faz se irão sentir falta quando você se for?
Aos importantes, eu presenteio o hoje.
Aos outros, o amanhã dirá.
Seria presunçoso demais alegar saber a intensidade dos sentimentos de outrem. Quiçá seja capaz de conhecer os meus sentimentos considerando a superficialidade da exposição deles face aos relacionamentos atuais. Independente da profundidade ou convivência da amizade, dificilmente se percebe a real importância de alguém no curso natural da vida. São os pontos cruciais que revelam a verdade.
A saudade aparece - inclusive a saudade de algumas pessoas que eu não faço questão de reencontrar. Algumas delas, de fato, faço questão de manter distância apesar do incômodo nostálgico. É tudo passageiro, é tudo etéreo. Dura apenas até a próxima emoção, a próxima curva, o próximo farol verde. Agora, sentir falta é algo mais complexo.
É apenas natural que haja a mesma expectativa no caminho oposto. Que no dia da ausência, falte de fato um pedaço aqui dentro. Que as lágrimas surjam, mesmo que apenas para lavar os olhos da alma. No dia a dia, a questão não é tão clara. A importância dada e recebida é apenas perceptível em pequenas ocasiões. Um email recebido, um café no meio da semana, uma ligação, perguntar a opinião sobre alguma coisa ou alguém, a vontade de contar sobre algo que aconteceu no dia. Cada um demonstra (ou não) a seu modo.
Acredito que se alguém é importante, você se preocupa se a mensagem é compreendida do lado de lá. Se não há a preocupação, a pessoa é bem-quista. Mas até que ponto se gosta de alguém e não se importa se há ou não reciprocidade? Acredito que até o ponto em que a pessoa não faz falta e mesmo assim não deixa de ser incômodo.
Gostar e ser desgostado é difícil, mas é natural, ocorre frequentemente. O questionamento surge do dissabor gerado quando se importa em vão. Em tese, só nos importamos com alguém que já faz parte da nossa vida e que adquiriu um status elevado em nossa rede de pessoas. E importar-se com alguém que despreza esse ato é extremamente frustrante. Mas não deve gerar arrependimento. Aos poucos, aprendemos quem é importante e quem se importa. Talvez a pergunta a se fazer é quando somos importantes. Essa questão é assustadoramente elucidativa.
O quando nos ajuda a identificar pessoas importantes. A pessoa quis saber de você no dia bom e no dia ruim? Ela quis te contar sobre a briga e também sobre a reconciliação? Ela disse que gostava de você ontem e continua a gostar hoje? Ou decidiu que hoje você não precisa mais saber se está tudo certo ou não?
O que decide de fato é o hoje. Se eu lembro ou sou lembrado, se envio ou recebo mensagem, se consulto ou sou consultado. Amanhã é outro dia e para cada dia cabe o seu mal. Quanto ao legado, só posso construir o que me comporta fazer hoje. O legado não começa quando a vida termina. De certo modo, ele apenas muda de nome, até o fatídico dia se chama exemplo - a exemplo do legado, em sua essência, o exemplo não necessariamente deve ser seguido ou citado. OU seja, tudo é feito no hoje, no agora.
Que diferença faz se sentiram falta ontem?
Que diferença faz se irão sentir falta quando você se for?
Aos importantes, eu presenteio o hoje.
Aos outros, o amanhã dirá.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Mens sana
Portas entreabertas, meias palavras, subentendidas, entrelinhas
Não há mais como acreditar em aparência nem no falar
Nem mesmo em promessas e juras de mal-amor
Doce elogio envolto no veneno do desprezo
Palavras torpes que abrem uma miríade de sentidos sem sentido
Olhares para o nada, olhos vazios
Ciclo da vida, ciclo do tempo
Decisão entre vida e morte em apenas um momento
Em momentos sem guerra nem paz
Há aliados que se enfrentam nas trincheiras
A mão que afaga é a que ataca
A boca que beija é a que escarnece
Sei que analogias e teorias
Não explicam nem definem
O que as pessoas são
Mas sei também que são essas idéias
e pensamentos que insistem e resistem
Para me manter são
Não há mais como acreditar em aparência nem no falar
Nem mesmo em promessas e juras de mal-amor
Doce elogio envolto no veneno do desprezo
Palavras torpes que abrem uma miríade de sentidos sem sentido
Olhares para o nada, olhos vazios
Ciclo da vida, ciclo do tempo
Decisão entre vida e morte em apenas um momento
Em momentos sem guerra nem paz
Há aliados que se enfrentam nas trincheiras
A mão que afaga é a que ataca
A boca que beija é a que escarnece
Sei que analogias e teorias
Não explicam nem definem
O que as pessoas são
Mas sei também que são essas idéias
e pensamentos que insistem e resistem
Para me manter são
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